Escolaridade alta, independência financeira, abertura à inovação, visão ampla do negócio, comunicativas. Essas são algumas características da mulher no agronegócio brasileiro, segundo pesquisa realizada pela Fran6, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e PwC.  Mais de 300 mulheres foram entrevistadas de novembro de 2015 a abril de 2016 de todas as regiões brasileiras, especialmente do Sudeste (74%), do Centro-Oeste e do Sul.

Confira mais alguns dados sobre a mulher no agronegócio

– 57% participam ativamente de sindicatos e associações rurais

– 2/3 são casadas

– 88% são independentes financeiramente

– 60% possuem ensino superior completo

– 55% acessam a internet diariamente

– 14% contribuem mais em casa que o parceiro

Além disso, 42,4% participam da renda familiar no campo frente a 40,7% que vivem na cidade. A maioria das mulheres dirigentes está na agricultura (42%), seguida pela pecuária (20%) e outras atividades relacionadas ao agro (agroindústria e setor de insumos).

Apesar do aumento de sua participação, 67% das mulheres do agro não sentem que o espaço dado a elas seja igual ao dos homens. Além disso, a pesquisa revela que 71% das entrevistadas já enfrentaram problemas na liderança rural.

Uma das principais reclamações é não serem levadas a sério pelos seus funcionários (43%). Elas também encontram resistência da família ao se interessar pelo negócio (41%) e dificuldade em ter um relacionamento estável pelo fato de ser trabalhadora (24%).

Os dados desta pesquisa foram apresentados em outubro do ano passado no primeiro Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. O evento reuniu mais de 700 mulheres. Uma demonstração de que estão mais preparadas do que nunca para atuarem em toda a cadeia da agropecuária brasileira.

Este ano, o 2° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio acontece nos dias 17 e 18 de outubro, no Transamerica Expo, em São Paulo.  Para mais informações sobre o evento, acesse o site www.mulheresdoagro.com.br.