A segunda fase da vacinação contra aftosa já começou. A doença afeta a economia da pecuária. Causa prejuízos entre os produtores e encarece a carne consumida pela população com a redução do rebanho bovino, por isso a vacina de aftosa é indispensável no manejo do gado.

O que é febre aftosa?

Febre aftosa é uma doença contagiosa que afeta principalmente os bovinos. Nos pessoas o risco da doença é pequeno e quando acontece gera algumas aftas e febre.  Já os efeitos no gado são severos. O animal desenvolve aftas, o que dificulta a alimentação e em algumas espécies, pode causar lesões nos cascos. O bovino fica magro e pode ocasionar a morte.

Quando a doença é diagnosticada, a perda é não só de um animal, mas do rebanho inteiro. Os produtores sofrem com a perda das cabeças de gado. A doença afeta diretamente a exportação da carne. Os países que fazem a importação da carne geralmente tem critérios rigorosos quanto à qualidade do produto. Eles restringem a compra de países que sejam foco da aftosa.

Já a população em geral percebe o efeito da doença quando vai aos mercados comprar carne bovina e derivados do leite, pois o preço desses produtos aumenta quando existem focos da doença. Nos humanos a doença não causa grandes problemas.

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Qual a importânica da vacina de aftosa?

A vacina da aftosa é aplicada em duas fases, com duas campanhas anualmente. A segunda fase começou agora em novembro e deve ser ministrada em todo o rebanho brasileiro, em animais de todas as idades.

O médico veterinário e Chefe do Serviço de Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura de MS – (SFA/MS), Elvio P. Cazola, explica que o setor agropecuário e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) seguem na luta contra a febre aftosa. Tudo em busca de um país livre da doença.

“A vacinação contra a febre aftosa existe em grande parte da América do Sul, como uma das principais estratégias dos programas nacionais de erradicação”, afirma Elvio.

Na primeira fase da campanha foram vacinados mais de 20 milhões de animais. O veterinário conta que a meta é vacinar cerca de oito milhões de bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade nas regiões do Planalto e de Fronteira e na região do Pantanal, de mamando a caducando, do rebanho de produtores que optaram pela vacinação só em novembro.

Não perca os prazos da vacinação

As vacinas devem ser aplicadas entre os dias 1º e 30 de novembro nas regiões de fronteira e planalto. O registro deve ser realizado até dia 15 de dezembro. Na região do Pantanal as vacinas devem ser aplicadas até 15 de dezembro. O registro deve ser realizado até dia 30 de dezembro.

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Cuidados necessários com a vacina de aftosa

O chefe do Serviço de Saúde Animal do SFA/MS fala sobre as precauções que se deve no processo de vacinação.

  • Adquirir a vacina somente em estabelecimentos credenciados pelo órgão de defesa sanitária animal. Como é o caso da Agroline
  • Tomar cuidado com a conservação, transporte e armazenamento da vacina de aftosa
  • Usar materiais esterilizados previamente e agulhas com o calibre e tamanho indicado
  • Tomar cuidado para aplicar no local recomendado
  • Ter cuidado para o manejo adequado dos animais no brete

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Qual é o futuro da prevenção da febre aftosa?

Segundo o veterinário, o Programa Nacional de Erradicação e prevenção da Febre Aftosa – PNEFA, instituiu o Plano Estratégico – 2017 – 2026. O palno faz uma avaliação do cenário atual da febre aftosa. ” O avanço observado na erradicação da febre aftosa na América do Sul é considerável, particularmente em áreas consideradas endêmicas ou com ocorrência esporádica no início da década” ele afirma.

Ainda de acordo com Elvio, a implantação progressiva de zonas livres de febre aftosa avançou significativamente no país, predominantemente com vacinação, e está em vias de se completar.

Depois de alcançar a ausência prolongada de focos da doença, o próximo passo é avançar para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

O Plano Estratégico cita “Nos últimos dez anos, o Brasil vem galgando posições de destaque no mercado mundial de produtos de origem animal devido ao melhoramento progressivo da situação sanitária do seu rebanho animal. Além da inegável qualidade dos produtos exportados”.

A estratégia para os próximos 10 anos tem como objetivo principal  criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa. Ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.

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