Lesmas e caramujos africanos têm sido um problema para agricultores de soja, feijão, amendoim,  café e também para quem tem um pequeno jardim ou horta em casa. Ao longo do tempo, alguns métodos foram desenvolvidos para controlar estas pragas viscosas, alguns funcionam melhor que outros.

A principal diferença entre a lesma e o caramujo é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena –  e o caramujo africano tem uma concha cônica marrom ou mosqueada de tons claros.

O caramujo africano chegou ao Brasil para ser uma opção mais barata ao escargot. Logo descobriu-se que a espécie não era comestível e seus criadores a descartou de forma errada. Como não há muitos predadores naturais, se alastrou. Além disso, o caramujo africano é vetor de doenças como a meningite e a angiostrongilíase abdominal.

As lesmas e os caramujos gostam de locais úmidos e sombreados principalmente à noite. Quando há alta umidade e chuvas podem ser vistos durante o dia.  Ele se alimentam principalmente de material vegetal.  Eles raspam as folhas, caules e brotos podendo danificar completamente mudas e plantas jovens.

O caramujo-africano é um molusco grande e escuro, com até 15 cm de comprimento e 200 gramas de peso. Sua concha é alongada e cônica, com manchas claras.  Caramujos adultos colocam cerca de 400 ovos a cada 2 meses em solo úmido ou sob rochas, recipientes ou detritos do jardim. Os ovos eclodem de 2 a 4 semanas.

Os caramujos africanos ficam adultos em cinco meses e já começam a se reproduzir. As lesmas demoram 2 anos para ficarem adultas.

Como acabar com a infestação de lesmas e caramujos africanos

Uma forma de acabar com a infestação de lesmas e caramujos africanos é com produtos à base de metaldeído, como o Madelesma Dipil.  Deve ser aplicado 5g/m² (uma colher de chá) no solo, entre as plantas onde as lesmas e caramujos africanos procuram ficar durante a noite. É necessário cuidado na aplicação, pois são tóxicos aos seres humanos e animais de estimação. O resultado é uma redução de mais de 80% da população infestante.

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madelesma: indicado para o controle de lesmas e caramujos africanos

Outras formas orientadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são armadilhas feitas com sacos de estopa ou panos embebidos de cerveja ou leite distribuídos ao redor das plantas.

Ao amanhecer, vire a estopa ou pano e enterre em valas longe de poços e cisternas e cubra com uma camada de cal virgem. A coleta deve ser repetida diariamente. Restos de hortaliças como talos e folhas também funcionam como atrativos.

É importante lembrar de não ter contato direto com o molusco. Use luvas ao coletá-los de seu jardim, horta ou plantação.