Há décadas, pecuaristas estão conseguindo melhorias na produtividade bovina, utilizando como principal meio sua alimentação. A fim de adquirir maior rentabilidade e lucro através de novas soluções tecnológicas implantadas recentemente, pesquisadores estão identificando animais que, mesmo ingerindo uma quantidade menor de alimentos, são mais produtivos.

O responsável por esta novidade é o índice de Consumo Alimentar Residual (CAR), utilizado por criadores de gado de diversos países, como Brasil, Canadá e Estados Unidos. Com a tecnologia, os produtores conseguem selecionar o gado mais rentável para seus negócios, garantindo ainda economia em sua criação.

Isso porque de acordo com estudos, animais que apresentam CAR negativo (mais produtivos) podem consumir 20% menos do que aqueles que possuem CAR positivo (menos produtivos). Isso resulta tanto na economia do pecuarista em relação à alimentação bovina, quanto no aumento de sua rentabilidade mensal.

 

 

 

 

 

 

 

A prática, entretanto, apresenta algumas restrições no Brasil. Teor de gordura na carcaça e alto custo, por exemplo, são alguns contras apontados por especialistas, que explicam que a medição do consumo alimentar residual no pasto apresenta complicações. Por isso, estão sendo desenvolvidas novas técnicas para medir o CAR através dos batimentos cardíacos e do consumo de oxigênio do animal.

Alison Sunstrum, Co-CEO da GrowSafe, empresa responsável pela fabricação dos eletrônicos utilizados na pesquisa, afirma a eficácia do aparelho. A técnica foi introduzida no Brasil em 1990, disponibilizando produtos sofisticados e totalmente automatizados, sendo capazes de operar em vários ambientes.

A partir destes produtos tornou-se possível também, por exemplo, o monitoramento eletrônico da sanidade do rebanho. Além disso, um software desenvolvido pela empresa consegue medir o consumo de água dos bovinos e antecipa diagnóstico de os animais doentes, reduzindo significativamente o índice de mortalidade entre o gado.

Para os envolvidos nas pesquisas sobre o método, as tecnologias de eficiência alimentar utilizadas na seleção bovina poderão trazer uma série de benefícios para a pecuária de corte:

  • Redução nos custos de alimentação em todos os setores da indústria;
  • Melhora na rentabilidade dos sistemas integrados de produção de carne bovina;
  • Impacto mínimo em outras características economicamente relevantes;
  • Redução da pressão de lotação nas pastagens;
  • Redução dos gases de efeito estufa.

Dessa forma, o CAR e outras tecnologias só favorecem o trabalho e o desenvolvimento econômico de pecuaristas, o que fomenta a economia brasileira e traz benefícios para a sociedade como um todo.